terça-feira, 21 de abril de 2015

Voltando das cinzas

Aqui estou eu. Não posto nada aqui faz mais de dois anos.

Mas e porque não voltar do nada?
Como a tal da combustão espontânea?

E como em uma auto-combustão, trago um tópico polêmico. Apenas para criar um registro de certos pensamentos.
Ah, esse blog vai ser exatamente isso agora. Um mural de reflexões aleatórias.

Bom, já que ninguém lê mesmo, vamos ao próximo post!

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Um desenho por dia

Como meta para 2014 decidi que iria fazer um desenho por dia! Ainda que seja um rascunho, um estudo, ou qualquer coisa, pelo menos uma vez por dia vou sentar e desenhar!
E como é uma meta bastante prática para deixar a preguiça de lado, já comecei com o pé direito não deixando pra depois!
E eis o resultado! Um rascunho de um personagem fodástico da minha mesa de RPG e também, um blog mais ativo (ou não)!

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Esqueci que tenho um blog!

Mesmo que escreva aqui esporadicamente sobre o que quer que venha na minha cabeça, simplesmente acabei me esquecendo do blog nas ultimas semanas!
Foram muitos acontecimentos juntos: voltei pra minha cidade natal, pra minha faculdade, pra casinha da mamãe, comecei a usar óculos,  até voltei pro facebook...
Coisa normal. Ou nem tanto, mas valeu a experiência.
Agora mesmo tenho um monte de coisas por fazer, mas lembrei do blog e resolvi publicar nem que fosse um post explicando sobre como diabos esqueci que tenho um blog (mesmo que ninguém leia) !
Bom, certamente alguma hora dessas continuarei os contos.

sábado, 27 de abril de 2013

A "Magia Negra" do RPG

Apesar de hoje em dia a mídia não estar pegando no pé dos RPGistas, já vivemos uma época de associações bastante problemáticas entre RPG e ocultismo ou "Magia Negra" (seja lá o que isso for, na verdade).

Uma vez um amigo falou de mim à uma menina no meio de uma conversa:
Amigo: Aquele é o Denis, é ele quem mestra RPG pra gurizada.
Garota: Ai aquele jogo em que se sacrificam animais?

Eu não sei como que os mitos chegaram nesse ponto de fazer a garota ficar assustada e pensar que sacrificávamos animais nas partidas!
Pelo menos isso acabou.

Mas não posso tirar toda a razão no que diz respeito à "magia".
O RPG sempre teve o poder mágico de Parar o Tempo e me fazer relembrar da melhor época da minha vida, com meus amigos. Ainda hoje, quando jogamos ou conversamos sobre RPG, temos o poder de voltar nesse tempo que ficou gravado em nossas memórias.
Se isso é de alguma forma algum tipo de bruxaria ou magia negra, serei pra sempre um bruxo. ^^

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Raposa Branca: Capitulo 01


Raposa Branca
1400 - Deheon - Selentine, 150 quilômetros à noroeste de Valkaria
           
            —E então, quem precisamos matar? — Cuspiu o rude mercenário careca enquanto engordurava sua barba castanha mastigando uma coxa de frango inteira.
            —Não será tão simples — Começou o elfo de rosto coberto por um tecido verde escuro com uma abertura para os olhos — precisamos de um bom plano antes de sacar espadas.
            —Não vejo motivos  — disse o anão de barba espessa e ruiva, coberto com peles de urso branco — Podemos cortar suas cabeças. Se eles insistirem em levantar, nós os cortamos novamente e vamos ver quem cansa primeiro! — e sorveu o conteúdo de seu caneco.
            —Eles tem magia, mestre anão Higgorim — Manifestou-se o jovem de cabelos negros, longos e lisos, de olhos rasgados, aparência andrógina e voz mansa — Magia das trevas. Algum plano, meu bom Valladien?
            —Foda-se a magia deles! — Interpôs-se o mercenário — Temos aço! Concordo com o anão! Devemos atacá-los agora mesmo!
            —E desperdiçar este magnífico jantar senhor Ridd? — Novamente o jovem de cabelos longos.
            —Tem razão! Agora me convenceu Yamazaki! — Respondeu Ridd, bêbado, explodindo em uma gargalhada — Taverneiro! Esta mesa precisa de mais hidromel e raparigas!
            —Partiremos ao nascer do sol — Disse o elfo, impassível. — Devemos estar acompanhados por Azgher em nossa missão.
            —Sua missão. — Corrigiu o silencioso jovem de feições Tamuranianas, semelhantes as de Yamazaki, e tão jovem quanto o mesmo,ambos recém considerados homens feitos. — Vou acompanhá-los até o norte e depois seguir viagem com a caravana até Trokhard em Zakharov.
            Fez-se um pequeno momento de silêncio até que Valladien retomou o assunto.
            —Nós lhe entendemos, Takeshi. Mas certamente chegaremos até Zakharov e precisaremos de um guia.
            —Não conheço tão bem assim o caminho — rebateu Takeshi.
            —Ainda assim conhece. Azgher ajudará a guiar nossos passos adiante. O Sol brilha para todos. — Completou o elfo.
            Valladien era um elfo devotado à Azgher, o Deus do Sol. Em sua devoção, não lhe era permitido mostrar a face. Apenas os olhos de um verde bastante vibrante transmitiam sua confiança e liderança por trás do pano verde-musgo que lhe cobria o rosto.
            Os outros haviam sido recentemente contratados por Valladien para auxiliar sua missão. Exceto Takeshi, que ainda relutava para voltar para casa.
            —Senhor Valladien, não quero ser rude, mas estou nesta taverna ha três dias e três noites com os senhores apenas porque preciso voltar para casa e sua caravana vai na mesma direção!— Exaltou-se Takeshi — Inclusive eu vou pagar pela viagem, não pretendo saquear tumbas!
            —Todos gostamos de ouro, mas de que serve esta espada que carrega então? — Yamazaki o desafiou apontando para a bainha sutilmente curvada na cintura de Takeshi.— Carregamos as armas de nossos ancestrais de Tamu-ra apenas por exibicionismo?
            "Minha espada serve à minha família e não para saquear tumbas!" foi o que Takeshi quis dizer, mas preferiu ficar em silêncio, pois teve medo de soar ofensivo demais.
            —Deixem o garoto — era vez do anão — é apenas uma criança acovardada, um garoto de recados que usa a espada para abrir cartas! — Higgorim e Ridd gargalharam, e até mesmo Yamazaki e Valladian permitiram-se rir discretamente.
            Takeshi corou de vergonha. Seus antepassados haviam matado pessoas por insultos menores ou cometido seppuku por vergonhas menores, mas sua viagem dependia dessa caravana. E eles estão em maior número, além de serem mais fortes.
            Chovia lá fora, na pequena cidade de Selentine. Após comer e beber muito, decidiram que iriam partir no dia seguinte, cruzando o rio Nerull para avançar ao norte pelas Montanhas Teldiskan, e em seguida dividiram-se e foram para seus quartos.
            —Escondidos em uma das pequenas vilas de Teldiskan. Eu quase posso sentir o cheiro daquelas criaturas abomináveis. — Valladian disse a Yamazaki, com quem dividiria o quarto naquela noite.
            —Acha que Takeshi vem conosco? — Perguntou Yamazaki enquanto despia as placas de sua armadura.
            —Ele vai para casa. Mal nos conhece e não tem interesse nem mesmo no ouro!  Sabe, os devotos de Azgher costumam valorizar muito o ouro. No Deserto da Perdição temos um incrível templo todo feito de ouro para o Vigilante.
            —E porque o gasta com mercenários? Ninguém da sua ordem poderia prestar-lhe auxílio?
            —O ouro está sendo empregado para uma boa causa em nome de Azgher. E você? Porque se preocupa com Takeshi? Tem medo que ele lhe descubra?
            —Descobrir sobre o que? — Yamazaki pareceu confuso.
            —Seu segredo. Eu já percebi ha algum tempo.
            —Mas que... — Yamazaki ficou em silêncio como se estivesse assimilando a informação — Não é nenhum segredo. As vezes até eu mesmo esqueço.
            —Eu mesma. Porque não tenta?
            —Eu mesma. Que diferença faz? Sou um samurai. Sigo o bushido e sei empunhar minhas espadas em combate. Não nasci homem mas me tornei um.
             (...)


Os direitos do mundo de Arton pertencem à Marcelo Cassaro e a Editora Jambô, n
ão incluindo personagens, circunstâncias e algumas localidades criadas neste conto.
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Até o próximo capitulo (: